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fevereiro 5th, 2008 - Como acabar com os abusos de flanelinhas e poluição visual de uma única vez
Duas coisas que incomodam bastante os cidadãos em centro urbanos são a ação de flanelinhas e o avanço de peças publicitárias no formato de outdoors ou placas.
Quanto a estes, a prefeitura paulista tomou uma atitude radical, devidamente apoiada pela população, que consistia em simplesmente proibir toda e qualquer mídia que gerasse poluição visual. Já quanto a esses, até o momento não sei de qualquer atitude.
Tomando a mesma atitude e proibindo a atividade da parte dos flanelinhas estaríamos de fato criando outros problemas. Se por um lado alguns cidadãos de bem deixariam de ser extorquidos para estacionarem seus carros, por outro teríamos uma boa parcela da população se tornando “foras-da-lei”, concorrendo a vagas em prisões já lotadas e, quem sabe, deixando de extorquir para furtar ou assaltar pessoas de bem.
Solução
Em tese, já que é impossível mesmo para a polícia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, seria de fato interessante que algum cidadão comum estivesse disponível para vigiar seu veículo enquanto você faz suas compras no centro, ou até para te ajudar a estacionar. Então que tal unir a idéia posta em prática nas ruas de São Paulo e tentar de uma vez por todas regularizar a atividade dos flanelinhas, gerando emprego formal e garantindo uma atividade publicitária que não gera poluição visual? Calma que explico como.
Breve algoritmo da solução
- Prefeitura proíbe toda e qualquer mídia externa que gere poluição visual.
- Prefeitura faz um cadastro de todos os flanelinhas em atividade em seus municípios.
- Cada flanelinha recebe um colete com um espaço para aplicação adesiva de um anúncio na frente e outro nas costas, além de um celular para chamadas emergenciais.
- Publicitários, em vez de prepararem peças para serem divulgadas em outdoor’s, venderia como mídia os coletes dos flanelinhas.
- Motoristas, ao quitarem seu IPVA, recebem novo documento do veículo e mensalmente uma cartela com 120 tíquetes destacáveis que deverão ser entregue aos flanelinhas quando de suas abordagens.
- Flanelinhas abordam motoristas, os ajudam a estacionar o carro, ficam de olhos nos veículos para evitar furtos, e recebem do motorista, ao retornar ao veículo e notar que o mesmo está intacto, o tíquete com a placa de seu carro anotada. Cada flanelinha só poderá receber no máximo até 1 ticket do mesmo veículo por dia.
- Ao final do mês o flanelinhas troca os tíquetes recolhidos pelo seu salário, proporcionalmente aos tickets recebidos.
- Caso algum bandido tente furtar algum veículo, o flanelinha aciona a polícia através de seu celular.
- Toda grana investida nessa mídia da parte dos anunciantes será:
- Parte revertida para arcar com os custo físicos do programa (tickets e celulares).
- Parte revertida para pagar aos flanelinhas.
- Parte revertida no formato de comissão para as agências publicitárias.
- Parte revertida para as próprias prefeituras gerando assim um lucro público a ser trabalhado em outras atividades.
Benefícios do programa
Além de minimizar alguns problemas urbanos, o programa gera empregos, rotatividade financeira e cria uma nova mídia com forte eficiente junto ao mercado.
fevereiro 5th, 2008 - Como melhorar a arborização urbana
Pensei numa solução de certa forma simples, mas que dependeria de uma ação governamental. Poderia ser proposta de campanha de algum vereador e, se posta em prática em alguma cidade menor, chegando ao sucesso esperado, poderia gerar mídia espontânea e ser tomada como exemplo por outras prefeituras.
Solução
Deveria ser implantada da parte dos municípios uma campanha para que a os próprios cidadãos plantassem árvores em suas residência, recebendo em contra-partida um desconto em seu IPTU. Esses números são apenas exemplos, mas poderia ser dado um desconto de 5% par cada árvore plantada em determinado terreno, atingindo o limite quando a soma chegasse a 20%.
Aplicabilidade
Penso que associações de bairro e ambientalistas poderiam preparar um projeto mais detalhado, com prós e contras desta idéia, recolher assinaturas nas ruas de suas cidades e cobrar alguma atitude de suas prefeituras. Mas podemos aproveitar o sistema de comentáriospara já adiantarmos alguns itens que não poderiam faltar. Portanto, mãos à obra!
fevereiro 3rd, 2008 - Como acabar com o “pacto da mediocridade” no ensino superior
Definição
Não sei até que ponto este termo é difundido em todo Brasil, mas em minha primeira faculdade citava-se muito a expressão “pacto da mediocridade” para nomear a relação hipócrita existente entre várias turmas e vários professores do terceiro grau. Ocorria quando um professor “fingia dar aula” e os alunos “fingiam aprender”. Ao final da cadeira era aplicado um teste de baixo grau de complexidade, os estudantes eram aprovados até com boas notas, o professor se livrava daquele turma e quem pagava a conta era o mercado que recebia de brinde uma penca profissionais despreparados.
Esse pacto inexiste (ou existe em menor escala) no segundo grau porque há uma grande pressão em cima dos vestibulandos para que entrem em alguma universidade, fazendo com que os mesmo cobrem dos professores boas aulas, e em cima dos professores, para que forme ótimos alunos e tenham algum resultado a apresentar a sociedade, servindo assim de mídia espontânea de seu trabalho. Ou seja… A grande diferença no segundo grau é que quem julga o aluno não é seu próprio professor, mas um exame elaborado com uma instituição neutra. É aí que mora o erro do terceiro.
Solução
A idéia que possuo como solução para este problema talvez soe mais como um conceito a ser estudado do que uma fórmula pronta que possa ser rapidamente posta em prática. Envolveria uma possível revolução educacional da qual eu desconheço similar.
Penso que a solução seria acrescentar um terceiro personagem dentro desta relação “professor x aluno” que seria a pessoa do avaliador, evitando assim que os professores avaliem o próprio resultado de seu trabalho. Essa função atualmente cabe aos departamentos de cada curso, mas há uma distância tão grande da sala de aula que tantas vezes são ineficientes para salvar cadeiras perdidas por conta de um professor irresponsável ou alunos desinteressados.
Para firmar ainda mais essa relação, os salário do professor poderia ter um percentual amarrado ao rendimento final da turma, recebendo o mesmo uma quantia proporcional ao obtido dentro de sala de aula.
Breve algoritmo da solução
- Avaliadores preparam o programa de aulas de cada curso, cada disciplina, definem que trabalhos serão desenvolvidos, como serão cobrados e como os alunos serão avaliados.
- Professores com o programa em mãos dão suas aulas normalmente, porém, sabendo da cobrança futura, se esforçarão mais para que seus alunos aprendam.
- Os alunos receberão melhores aulas e assim aprenderão melhor.
- Os avaliadores aplicam as provas, avaliam os trabalhos entregues pelos alunos e estudam o rendimento final do curso.
- O professor recebe seu salário de acordo com o rendimento de sua turma.
Obsevações Finais
Como sempre gosto de deixar claro aqui, a participação de você, leitor, é extremamente importante para o aprimoramento desta idéia. Use o sistema de comentários para, além de possíveis críticas e elogios, sugerir ajustes à mesma de forma a melhorá-la e torná-la uma idéia viável. Desde já agradeço sua participação.
fevereiro 3rd, 2008 - Modelo de ensino superior com uma matéria por vez
Recentemente tentei cursar uma segunda faculdade, mas alguns motivos me fizeram trancar a matrícula e aguardar um melhor momento para conclusão destes estudos. Grande parte dos motivos reside no desperdício de tempo útil que o formato do ensino nacional implica. Cada semestre possui em torno de uma centena de dias de aula. Cada turno de aulas é dividido em no máximo seis períodos que são distribuídos para até três matérias. Para cada matéria dessas era desperdiçado por dia em torno de vinte minutos para o professor chegar à sala de aula, aguardar o silêncio da classe, realizar a chamada, preparar seu material e só enfim dar início aos trabalhos. Em alguns casos por vezes era necessário relembrar o conteúdo dado na última aula devido à distância entre as aulas. Sem contar no tempo que se perde naturalmente com interrupções de estudantes pouco atenciosos. Ou seja… Não é tão irresponsável afirmar que pelo menos um terço do tempo destinado aos ensino não é utilizado com este fim. Quando pensamos no curso como um todo, pelo menos um ano inteiro, no caso dessa graduação como tecnólogo que se conclui em três anos, é desperdiçado.
Da parte dos estudantes, a grande dificuldade é dividir sua atenção com até 8 matérias distintas, embolando o conteúdo em sua mente, dificultando a divisão do seu tempo, por vezes precisando sacrificar a aula de determinada matéria para estudar para a avaliação de alguma outra.
A solução para este problema seria simples: “uma coisa de cada vez”. Em vez de se intercalar em horários por vezes confusos oito professores distintos em até oito o salas/laboratórios distintos, muito mais simples e eficiente seria se cada matéria fosse lecionada ao seu tempo, e uma segunda cadeira sendo iniciada apenas quando da conclusão da anterior.
Desta forma os alunos teriam apenas um professor por algumas semanas, enfrentariam uma única chamada por dia, uma única troca de laboratório, poderiam se concentrar melhor no conteúdo estudado, não precisariam perder tanto tempo revisando a aula anterior, nem deixariam de assistir determinada aula para estudar para uma outra avaliação.
Do lado do professor, se por um lado ela viverá uma mês em que seu tempo estará cem porcento ocupado, terá outros cinco de férias até que um novo semestre se inicie. E poderá usar este tempo para pesquisar, atualização de seus estudos, ou qualquer fim de seu interesse.
Cursos assim já funcionam em algumas instituições de formação técnica, como é o caso do Senac, por exemplo. Já consegui um diploma neste formato e garanto que o aprendizado é bem mais intenso do que no formato aplicado em nosso terceiro grau.
Talvez seja difícil aplicar este modelo nas escolas públicas devido à burocracia comum a este meio, mas não seria difícil que esta idéia fosse aplicada em alguma faculdade privada e, caso o retorno prometido pela teoria chegasse, aos poucos ela ir se difundindo como um novo modelo de ensino.
De toda forma, estou mais uma vez dissertando acerca de um tema que não domino e agradeceria qualquer interferência de você, leitor, no sistema de comentários, seja elogiando, seja criticando, sugerindo ajustes, ou o que achar melhor.
fevereiro 3rd, 2008 - Programa adote um estudante
Não dá mais para esperar do governo brasileiro alguma atitude que dê jeito em nossos problemas educacionais. Mesmo após uma campanha para presidente em que um dos quatro maiores candidatos carregou por todo este país esta bandeira, muito pouco ou quase nada se fez. A cobrança da parte dos eleitores deve sim continuar, mas talvez já tenha chegado a hora de a iniciativa privada arregaçar as mangas e buscar uma solução mais prática.
Pensando cá com meus botões esses dias, imaginei uma possível solução. E, por conta de minha falta de conhecimento nesta área, pediria aos leitores que através dos comentários me ajudassem a formatá-la de maneira a torná-la praticável.
Solução: Programa Adote um Estudante
A idéia central é que estrangeiros das mais variadas classes, cores e gêneros adotem financeiramente estudantes mais humildes e arquem para com os mesmos sua educação de base em boas escolas privadas.
A idéia envolve:
- Investidores estrangeiros
- Crianças humildes
- Escolas privadas de ensino de base
Para tanto seria necessário:
- Uma ONG que gerenciasse todo o programa
- Um site que sirva não só de divulgação do programa, mas como ferramenta de contato entre todas as partes envolvidas.
Caberia à ONG:
- Desenvolver o site do programa com todas as ferramentas necessárias.
- Cadastrar criteriosamente escolas privadas de todo o Brasil.
- Cadastrar crianças humildes que possam estudar com o programa.
- Divulgar o programa no intuito de conseguir investidores
Breve algoritmo da idéia:
- Forma-se a ONG;
- ONG desenvolve o site com o sistema online;
- ONG cadastra escolas privadas que possam participar do programa;
- ONG divulga o programa;
- Investidores se cadastram no site e informam quanto poderão doar (qualquer valor servirá);
- ONG faz um balanço do caixa e descobre quantos alunos serão possíveis cadastrar naquele ano letivo.
- ONG cadastra crianças humildes e as encaminha para as escolas cadastradas mais próximas de seus lares.
- Através do site os investidores poderão acompanhar o desempenho escolar de seus “estudantes adotivos”, assim como atividades extra-curriculares, como vídeos de apresentações artísticas ou resultados de competições esportivas que as crianças participem. A intenção é que, mesmo à distância, cri-se um laço que aproxime investidor de investido.
- Se por acaso a quantia doada por algum investidor for maior que a necessária para arcar com os estudos de um único estudante, o sistema automaticamente aplicará o troco em outros estudantes, fazendo deste investidor um “pai adotivo” de mais de um estudante.
- Se por acaso a quantia doada for menor que a necessária para arcar com os estudos de um único estudante, automaticamente o sistema somará outras doações também insuficientes até chegar á quantia necessária, dando ao referido estudante mais de um “pai adotivo”.
Vantagens do programa:
- Quando o governo investe em turismo, abre uma porta de entrada para o dinheiro estrangeiro. O mesmo não ocorre quando o mesmo dinheiro é aplicado na educação, mesmo sendo este um investimento que trará ótimos resultados a longo prazo. Com este programa, a exemplo do turismo e produtos para exportação, a educação passará a ser uma porta de entrada para o dinheiro estrangeiro.
- Um dos maiores problemas das escolas privadas no Brasil é a inadimplência. Com o programa isso não seria problema, já que o balanço para cadastro de novos alunos seria feito anualmente, garantindo a estas escolas o pleno funcionamento durante todo o ano.
- Por lidar com investimento privado em escolas privadas, não poderá ser usado como moeda de troca com fins políticos, como é feito com outros programas sociais.
Observações finais:
Até o momento a idéia é essa. Ajudem-me a melhorá-la, corrigi-la, torná-la viável. Quando chegarmos a um formato satisfatório, começaremos a discutir maneira de colocá-la em prática. Até lá, todo comentário é bem vindo.